domingo, 2 de fevereiro de 2025

Visita de Estudo - Aljubarrota, Alcobaça, Mosteiro de Santa Maria de Coz

Visita de Estudo por Campo de batalha de Aljubarrota, Mosteiro de Alcobaça e Santa Maria de Coz no âmbito da disciplina de Multiculturalidade da História de uma Região num País. A visita foi realizada em duas etapas, devido ao número elevado de alunos inscritos na disciplina. Nos dia 28 e 31 de janeiro.

Em Aljubarrota, no Centro de Interpretação, foi explicado o desenrolar dos acontecimentos e respetiva contextualização. As emoções remeteram-nos para a Batalha decisiva que aconteceu no final da tarde, no dia 14 de Agosto de 1385, quando o exército português, comandado por Nuno Álvares Pereira, Condestável do Rei D. João I, derrotou as tropas invasoras vindas de Castela e garantiu a independência de Portugal. Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha. Ocorridos sete anos, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira mandou construir a Ermida de São Jorge, onde precisamente está o campo militar de São Jorge e ali havia depositado o seu estandarte nesse dia.
Seguimos para Alcobaça na perspetiva de continuarmos a abordagem da vida monástica, tema que tem ocupado as nossas últimas aulas.

Já em Alcobaça, visitámos então o Mosteiro, como planeado. É a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português, tendo sido começada a sua construção em 1178 pelos monges da Ordem de Cister. A Igreja deste monumento foi construída segundo os moldes da Igreja de Claraval. Na Igreja deste Mosteiro encontram-se os Túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro. Os sarcófagos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Além da sua riqueza, quer artística, quer cultural, quer decorativa, estes túmulos estão posicionados pés com pés, por ordem de D. Pedro I, para que numa outra vida se levantassem e ficassem frente-a-frente. 

Daqui dirigimo-nos ao  Mosteiro de Santa Maria de Coz, fundado por monjas cistercienses. Este Mosteiro terá sido fundado já nos finais do século XII ou, mais provavelmente, no início do século XIII, para receber mulheres desejosas de levarem uma vida santa sob a regra de São Bento e observâncias de Cister. A menção mais antiga da sua existência remonta ao ano de 1241. A primeira abadessa cujo nome se conhece chamava-se D. Maria Peres, e vem referida num documento datado de 1337.
Uma visita muito enriquecedora, materializada em vários pontos quer da Igreja, quer da Sacristia. Na Igreja pudemos contactar com abundância da talha dourada, quer nos altares, com especial relevância para o altar-mor, quer do gradeamento que separa o corpo da Igreja do Coro, também este com grandioso cadeiral, onde não faltam as misericórdias.


















































































                                                                                      

















































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