quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Aula das Danças Tradicionais

Aula das Danças Tradicionais, lecionada pela professora Fernanda Leal Silva.
Em que consiste esta disciplina? As danças tradicionais são atividades espontâneas ligadas às práticas da história do povo, que significa o conjunto de tradições e manifestações populares que provêm de mitos, danças e costumes que passam de geração em geração. As danças tradicionais tomam diferentes formas consoante as diferentes regiões do país.
A professora vive as danças com ênfase, contagiando as alunas com a sua alegria e sabedoria.
A todas, um bem-haja!













Aula de Artes Decorativas

Aula de Artes Decorativas, lecionada pela professora Lurdes Fernandes.
As artes decorativas desempenham um papel essencial na formação das nossas casas, espaços de trabalho e ambientes públicos. Aqui, na UST, a Arte flui por entre os dedos, com a orientação paciente da professora.
A história das artes decorativas acompanha a evolução das civilizações, com diferentes culturas a desenvolverem estilos distintos. Em Portugal, por exemplo, a época dos Descobrimentos teve uma influência notável nas artes decorativas nacionais.
Artes decorativas é um termo utilizado para descrever trabalhos ornamentais ou funcionais e diferenciá-los das artes plásticas.
Gratidão à professora e às alunas!


                                       





O MEU NATAL (anos 60/70


Tomar, 03-12-2025

O MEU NATAL (anos 60/70)

A lareira era alta, imponente. Daquelas que podíamos permanecer de pé junto dela.
No seu interior as varas de enchidos (chouriços, morcelas e farinheiras) ali permaneciam a secar e curtir para depois serem consumidos.
Alguns dos chouriços eram colocados em “azadas” com azeite, e assim se conservavam por longos tempos.
Na noite de Natal tudo era confecionado naquela lareira.
Os “velhozes” eram amassados num alguidar de barro que permanecia junto à lareira, a levedar, tapado com a famosa manta de “papa”. Enquanto levedavam coziam-se as batatas com as couves e o respetivo bacalhau.
Depois do jantar eram confecionados os “velhozes”, tudo isto à lareira.
Era uma noite de Natal muito humilde, mas feliz.
A família reunida, o chefe da casa (meu pai) com a sua concertina tocava, nós cantávamos. Era uma alegria.
Antes de irmos para a cama o sapatinho era colocado na chaminé.
De madrugada lá íamos nós (eu e os meus irmãos) ver o que o Menino Jesus (não era o Pai Natal) tinha colocado no sapatinho.
E ali estava um relógio de chocolate para cada um (felizes com tão pouco).
Tempos difíceis.
Estávamos todos juntos e eramos felizes!
Agora é um exagero tal esquecendo o verdadeiro sentido da Palavra Natal!
(Inês Ferreira)  





 





terça-feira, 9 de dezembro de 2025

História sobre o Natal


Mais uma história dos alunos, neste caso duma aluna, a Mabília.
Mais uma preciosidade sobre o Natal de outrora. Tocou-nos na alma.

HISTÓRIA SOBRE O NATAL

A minha família é muito numerosa. Somos nove irmãos. Na minha infância as melhores recordações são sobre o Natal.
Não tínhamos muitos recursos, mas a época natalícia era uma alegria.
O meu pai erguia um enorme pinheiro, no grande pátio, com o chão coberto de murta e ervas aromáticas. Não havia enfeites, mas tudo o que tínhamos das brincadeiras era pendurado na árvore.
A minha mãe, na noite da consoada, fazia os fritos tradicionais. Construíamos um enorme presépio, em família.
O meu pai, com o seu enorme clarinete, tocava com um dos meus irmãos que, desde criança, começou a aprender a tocar acordeão. Nessa noite cantávamos todos canções de Natal à volta da árvore.
Terminava ao colocar o sapatinho à volta do presépio.
No outro dia todos tínhamos um miminho. Nem que fosse apenas uma laranja ficávamos contentes.
Era uma casa de onze pessoas que viviam felizes o Natal!





 

sábado, 6 de dezembro de 2025

O BEIJAR DO MENINO

Os créditos da história de hoje são da aluna Maria José Carvalho.

O BEIJAR DO MENINO

Venho falar duma tradição da minha infância, vivida numa aldeia da Beira Baixa - Escalos de Baixo - concelho e distrito de Castelo Branco.
Na igreja, junto ao altar mor, habitualmente do lado direito, era montado um presépio enorme, o único existente na aldeia, pois naquela altura ninguém fazia presépio em casa.
Na véspera de Natal, a igreja enchia-se com os paroquianos, para participarem na missa do Galo. Os homens costumavam ficar junto ao madeiro, que ardia, no adro da igreja, até ao Ano Novo.
No final da missa havia o “beijar do Menino”.
Era bonito de se ver, o corredor central cheio de homens (que, entretanto, entraram na igreja), mulheres e crianças, de todas as idades, unidos a cantar e a louvar o “Menino”.

Ó meu Menino Jesus
Ó meu menino tão belo
Logo vieste nascer
Na noite do caramelo.

Entrai pastores, entrai
Por esse portal sagrado
Vinde adorar o Menino
Numas palhinhas deitado…

A igreja tinha uma acústica fantástica e todo aquele ambiente transmitia uma sensação de Felicidade e Paz.
Era lindo!
(Maria José Carvalho, dezembro /2025)










sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O PAI NATAL SEM MEIAS


Na aula de Multiculturalidade da História de uma Região num País, as respetivas professoras propuseram um desafio às(os) alunas(os), referente ao Natal. O objetivo era a partilha de tradições uns com os outros.
Entregaram histórias, receitas e tradições… as quais foram lidas na aula. Foi um momento emotivo. As professoras ficaram de coração cheio.
Alguns manuscritos não foram assinados, portanto não podemos mencionar o nome. Agradecemos que as respetivas(os) autoras(os) se identifiquem nos comentários, porque iremos partilhar um por dia.
Muita gratidão à turma de Multiculturalidade!

Iremos dar início às partilhas com a história do Sr. Ramiro

O PAI NATAL SEM MEIAS

Todos os anos era a mesma coisa na noite de 24 para 25 de dezembro.
Lá ficava o sapatinho junto à chaminé para que o pai Natal deixasse lá o presentinho.
Era assim aos cinco anos, aos seis e o presente era quase sempre um par de meias. E eu, na minha santa Inocência, pensava que o Pai Natal, para me dar as meias, ficava ele descalço.
Era assim nesse tempo. E hoje, que tenho sete anos mais um zero, vejo que, afinal, se ele quisesse meias bastava ir a uma loja “Calzedónia” ou outra parecida e levar o cartão multibanco.
O Natal da atualidade é apenas uma época de comércio.
Boas Festas e Feliz Ano Novo.
(Ramiro Neves)



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Aula de Macramê

Aula de Macramê, lecionada pela professora Maria Isabel Salvador Ribeiro.
Nesta aula os sonhos voam alto. É maravilhoso observar o que os professores fazem com os alunos, ajudando-os a sonhar e voar nas asas da sabedoria.
O Macramê é uma técnica artesanal de tecelagem manual que utiliza nós para criar peças decorativas e utilitárias, dispensando o uso de agulhas ou máquinas. Essa arte milenar, originária do Médio Oriente e com raízes na palavra árabe para "franja" (migramah), permite a criação de uma variedade de padrões e texturas em trabalhos com fios, sendo aplicada em itens como suportes para plantas, cortinas, bijuterias, decoração de interiores, objetos decorativos, acessórios e até utensílios.
A técnica consiste em amarrar e entrelaçar fios usando apenas as mãos e a habilidade com os nós, sem a necessidade de outras ferramentas.
O Macramê vai além de conceber peças de decoração, pois é também vantajoso como terapia.
Muita gratidão à professora e suas alunas!

 









Boas férias