terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Visita de Estudo à Casa dos Patudos e Igreja Matriz da Atalaia

VISITA DE ESTUDO DA UST EM 12 de FEVEREIRO DE 2019 À CASA DOS PATUDOS DE ALPIARÇA E IGREJA MATRIZ DA ATALAIA

Carlos Rodarte Veloso

A Casa dos Patudos em Alpiarça, mandada construir no início do século passado pelo grande político, intelectual e filantropo republicano José Relvas, obra cometida ao arquitecto Raul Lino, é um solar de dimensões consideráveis, dispondo de 101 divisões, decoradas e recheadas com milhares de obras de arte de todas as categorias, desde a pintura e a escultura às artes decorativas e à música, representando o que de melhor existe em Portugal.
Fomos recebidos pelo seu Director, o Dr. Nuno Prates, que foi inexcedível na sua gentileza e hospitalidade e nos facultou o acesso e o apoio de guias que orientaram a visita.
Seria difícil resumir uma visita com uma tal variedade e abundância de obras de arte, além da riqueza humana de informação sobre o proprietário e seus familiares e a tragédia que se abateu sobre a sua família, cujos contornos românticos teriam motivado a sua herança ao povo e à autarquia de Alpiarça.
As amizades pessoais de José Relvas, nomeadamente com Rafael e Columbano Bordalo Pinheiro, Silva Porto, José Malhoa e Soares dos Reis, além do próprio Raul Lino, e ainda de Costa Mota, Teixeira Lopes, Tomás da Anunciação, Domingos António Sequeira, Marques de Oliveira, Roque Gameiro, Miguel Lupi e Constantino Fernandes, cujo espólio, desde estudos a obras acabadas, recheou os aposentos desta notável Casa, acompanhado de valiosíssimas peças de artistas como Delacroix, Romney, Murillo, Zurbaran, Josefa de Óbidos, Francisco Henriques, Machado de Castro e seleccionado mobiliário, tapeçaria, azulejaria e porcelana, de que destaco dois notáveis conjuntos de Meissen (“Apolo e as 9 Musas” e “Alegoria das Artes”), além de excelentes serviços de Sèvres, Companhia das Índias e faiança da Fábrica do Rato.
Esta enumeração apenas peca por defeito, representando a mais rica colecção de Arte existente em Portugal fora dos grandes centros populacionais.
Terminada a visita a Alpiarça, seguiu-se-lhe, depois do almoço, a visita à Igreja matriz da Atalaia, templo renascentista atribuído à traça de João de Castilho ou de artista da sua escola ligado à obra do Convento de Cristo. A sua raiz cantábrica ou seja, a mesma origem do referido arquitecto, parece-me caucionada pela invulgar volumetria da fachada, com torre central, como aliás a de outra obra garantidamente sua, a Igreja matriz de Dornes.
O seu portal monumental é, decorado com belíssimos relevos da autoria de João de Ruão, de que fazem parte as imagens de S. Pedro e S. Paulo, além de excelentes medalhões “ao romano” enquadrados por grutescos do tipo “candelabro”. Parte deste magnífico portal foi infelizmente danificado pela desastrosa “limpeza” por jacto de areia efectuada há alguns anos.
O interior do templo, de três naves limitadas por colunas jónicas, tem capela-mor abobadada com nervuras de ogiva, onde foi colocada, em substituição do retábulo barroco aí existente por alturas das obras dos anos 40 do século XX, uma excelente escultura em pedra da “Virgem com o Menino”, da autoria de Diogo Pires-o-Velho.
O corpo da igreja é animado por duas séries de painéis de azulejos azuis, amarelos e brancos do século XVII, de feitura ingénua, narrativos de temas do Antigo e do Novo Testamento, de que destaco a “Adoração do Santíssimo Sacramento”.
Instalado na capela-mor, sobressai o túmulo barroco do 2º Cardeal de Lisboa, D. José Manuel da Câmara famoso pela sua antipatia – mútua – com o Marquês de Pombal.












































































































sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

"Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica”

No âmbito do Projeto de Intervenção na Comunidade, decorreu ontem, mais uma Palestra, desta vez, referente à "Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica”ministrada pela Dra. Raquel Santos.
A todos os intervenientes, obrigada!








 



quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Museu da Rádio e Televisão de Portugal

No âmbito da disciplina “Jornalismo”, lecionada pelo professor Armando Rebelo, foi dia de mais uma aventura pela nossa capital, mais propriamente ao Museu da Rádio e Televisão de Portugal. Nada como uma visita ao vivo para se compreender a evolução dos tempos, nesta área propriamente dita.
O nosso país é o único que, dispõem assim de um espólio em óptimo estado de conservação, alusivo à RTP. Isto deve-se ao facto, de alguns países Europeus, verem-se envolvidos, nessa altura, na guerra, cujos efeitos dos bombardeamentos danificaram seriamente este género de instrumentos, bem como o que lhes apareceu…pela frente.
A área museológica conta com mais de 5000 peças distribuídas entre o núcleo museológico da Madeira, a Coleção Museológica, a Reserva Visitável e a Reserva Técnica. A coleção beneficia, também, do contributo dos espólios, nomeadamente, de Fernando Pessa, Maria Leonor e Pedro Moutinho, figuras incontornáveis da história da rádio e da televisão.
O projeto museológico visitável da RTP nasceu em outubro de 2009 e têm assegurado o seu melhor empenho e dignidade. Este projeto visa proteger, preservar e divulgar os aparelhos de realização, difusão e receção da história da rádio e televisão, sem esquecer alguns dos momentos mais marcantes da produção de conteúdos radiofónicos e televisivos que se assumem como um tributo à excelência do Serviço Público e ao trabalho de todos os profissionais da Rádio e Televisão de Portugal. O projeto museológico visitável da RTP possibilita uma interação do visitante com o passado, através da recriação de um estúdio de rádio dos anos 50 e um contacto com o presente através de um moderno estúdio de televisão onde o visitante pode gravar a sua própria emissão.
Bem hajam!
30-01-2019










































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