AVÓZINHA
Já fui criança, hoje adolescente,
Expresso o que minha alma sente,
Desta forma simples e comovida,
És como vela do altar repartida,
Em acervos de luz no meu caminho,
És rio que desliza lentamente,
E me dás teu sorriso e teu carinho,
És fruto que um dia deu semente,
E germinou assim meu coração,
És brisa que refresca brandamente,
E me conduzes feliz por tua mão,
És alvorada rúbida e clara,
Que ilumina o meu horizonte,
És aquela que eu sempre amara,
E fora de minha alma fresca fonte,
És... e serás sempre, avó querida,
Mesmo com teu rosto enrugadinho,
Aquela que marcará a minha vida,
E exalto teu amor e teu carinho!
Leonor Loureiro